O conjunto de motobomba de incêndio é o coração do sistema de hidrantes e, muitas vezes, também dá suporte a redes de sprinklers.
Seu papel é manter a pressurização e a vazão necessárias para o combate a princípios de incêndio, de acordo com as premissas do projeto e das
normas técnicas aplicáveis (por exemplo, NBR 13714 – hidrantes e mangotinhos; NBR 10897 – sprinklers; NBR 17240 – detecção e alarme).
Em obras de Belo Horizonte, Grande BH (Contagem, Betim, Nova Lima) e interior de Minas (Sete Lagoas, Divinópolis, Ipatinga, Juiz de Fora, Uberlândia, Montes Claros),
a especificação correta, o fornecimento ágil e a montagem qualificada impactam diretamente o tempo de aprovação e o AVCB.

A Hidrauaço fornece linha completa para a casa de bombas,
com pressostato,
fluxostato,
manômetro,
quadro para bomba de incêndio e
cilindro de pressão (vaso de expansão),
além de tubulações, válvulas e conexões estruturais do sistema.


Sumário

  1. Conceito e arranjos típicos
  2. Componentes do conjunto
  3. Critérios de dimensionamento e seleção
  4. Hidráulica do sistema: sucção, recalque e perdas
  5. Lógica de comando, partida e proteção
  6. Integração com hidrantes, sprinklers e alarme
  7. Instalação física e boas práticas de montagem
  8. Comissionamento, testes e rotina de operação
  9. Manutenção preventiva e inspeções
  10. FAQ — dúvidas frequentes

1) Conceito e arranjos típicos

O conjunto de motobomba é, em geral, composto por bomba principal (elétrica ou a diesel),
bomba jockey (de pequena potência, responsável por compensar microvazamentos e manter a linha pressurizada)
e, em projetos críticos, uma bomba de reserva. O acionamento pode ser derivado da queda de pressão (via pressostatos)
ou de eventos de detecção/alarme integrados, conforme estratégia definida no projeto.

Em condomínios, shoppings e instalações industriais em Minas Gerais, são comuns arranjos com jockey + bomba principal elétrica,
com partida estrela-triângulo ou soft-starter.
Em plantas onde a continuidade de serviço é mandatória, utiliza-se bomba principal a diesel como redundância energética.

2) Componentes do conjunto

3) Critérios de dimensionamento e seleção

O ponto de operação é definido pela combinação de vazão de projeto (somatório de hidrantes simultâneos e/ou densidade de descarga para sprinklers)
e altura manométrica total (elevação geométrica + perdas distribuídas/localizadas + pressão residual mínima nos dispositivos).
A curva da bomba deve cruzar o ponto de projeto com margem operacional, e o shut-off não pode comprometer a integridade das tubulações.

Em edificações verticais, o desnível geométrico é dominante; em galpões, as perdas por extensão de rede e acessórios tendem a prevalecer.
A jockey deve repor pequenas quedas de pressão, evitando partidas sucessivas da principal. O ajuste de pressostatos precisa manter
uma histerese satisfatória: faixa superior para parada da jockey e inferior para partida da principal, com sobreposição mínima e sem “bombeamento em caça”.

4) Hidráulica do sistema: sucção, recalque e perdas

Na sucção, priorize trechos retos antes da bomba, velocidade moderada e perdas mínimas.
Adoção de foot valve e crivo adequado no reservatório evita retorno e entrada de partículas.
No recalque, dimensione diâmetros com base em limites de velocidade (tipicamente 2–3 m/s) e contabilize perdas em válvulas, conexões e loops.

Materiais usuais de rede incluem tubo galvanizado ABNT NBR 5580
e conexões grooved (ranhurado) ou
rosca galvanizada, conforme o projeto.

5) Lógica de comando, partida e proteção

A automação combina pressostatos (queda de pressão → comando de partida), fluxostatos (detecção de escoamento),
sinalizações/alarme e o quadro de comando que implementa a partida (contatora, estrela-triângulo ou soft-starter), proteção e indicações de falha.
A jockey parte primeiro para recompor pressão. Persistindo a queda, a principal é acionada. Alarmes de falha, falta de fase, sobrecorrente e subtensão devem estar disponíveis no quadro.

Para integração com o sistema de alarme/detecção, podem ser usados módulos/contatos secos ou saídas dedicadas; em sistemas convencionais/endereçáveis,
o acionador da bomba 24V
permite comando manual e sinalização para a central, conforme estratégia definida.

6) Integração com hidrantes, sprinklers e alarme

  • Hidrantes: compatibilizar pressão residual e vazão nos esguichos, registros de recalque e válvulas de manobra.
    Exemplos de itens correlatos: registro para hidrante (ferro fundido) e
    registro para hidrante 45° em latão.
  • Sprinklers: o conjunto deve garantir a densidade/área de aplicação conforme projeto. A rede ranhurada e as válvulas de governo e alarme
    (quando aplicáveis) devem ser compatíveis com a curva de bomba e o reservatório.
  • Detecção/alarme: integração via contatos e lógica de supervisão melhora o tempo de resposta do sistema e a rastreabilidade de eventos.

7) Instalação física e boas práticas de montagem

  • Base e alinhamento: fixar a bomba em base nivelada, com coxins antivibração e alinhamento entre bomba e motor dentro de tolerâncias do fabricante.
  • Sucção: trechos retos, acesso ao crivo/foot valve e filtro Y na linha
    (ver filtro Y).
  • Recalque: válvula de retenção seguida de válvula de bloqueio (gaveta/borboleta) e ponto de medição/descarga de teste.
  • Materiais: adotar tubo galvanizado e
    conexões grooved ou
    rosqueadas conforme memorial.
  • Elétrica: alimentação dedicada, disjuntores/contatores conforme potência, aterramento e sinalizações no
    quadro.

8) Comissionamento, testes e rotina de operação

O comissionamento deve validar: sentido de rotação, estanqueidade, leituras de pressão/vazão, atuação de pressostatos e fluxostatos, sequência de partidas,
proteções elétricas, alarmes e o desempenho da jockey. Recomenda-se testar a linha de descarga (ponto de teste) com manômetro,
registrar curvas de pressão x vazão e ajustar parâmetros até o ponto nominal.

Em rotina, executar partidas periódicas (sem carga e com recirculação monitorada), checar níveis de reservatório, ruídos/vibrações anormais,
temperaturas de mancais/motores e integridade de válvulas/assentamentos.

9) Manutenção preventiva e inspeções

  • Inspeções semanais: pressão no recalque, estado da jockey, ajuste dos pressostatos, indicadores do quadro.
  • Mensal: teste funcional com registro de leituras, conferência de válvulas (abertas/fechadas conforme projeto) e limpeza de filtros.
  • Semestral/Anual: aferição de desempenho (pressão/vazão), calibração de instrumentos e revisão elétrica.
  • Documentação: manter relatórios de comissionamento, histórico de testes e manutenções para auditorias e AVCB.

Observação: a Hidrauaço é distribuidora de materiais de prevenção e combate a incêndio. Para instalação, ensaios e manutenção,
contrate empresa homologada e atue conforme as exigências do Corpo de Bombeiros de MG e normas aplicáveis.


10) FAQ — Perguntas frequentes

Qual a diferença entre bomba principal e bomba jockey?

A jockey compensa microvazamentos e mantém a pressão estável, evitando partidas frequentes da principal.
A principal atende a vazões elevadas quando há consumo real (hidrantes/sprinklers).

Preciso de bomba a diesel?

Depende do projeto e da criticidade da edificação. Em empreendimentos que exigem alta disponibilidade ou onde a rede elétrica é instável,
adota-se a principal a diesel como redundância energética.

Como ajustar pressostatos e fluxostatos?

Defina a faixa da jockey para pequenas reconstituições de pressão e a faixa da principal alguns metros de coluna d’água abaixo,
garantindo histerese suficiente para evitar partidas em sequência. O fluxostato auxilia no monitoramento de circulação e em intertravamentos.

Quais materiais de rede usar?

Projetos usuais especificam tubo galvanizado NBR 5580,
com conexões grooved ou
rosqueadas, além de válvulas de bloqueio e retenção adequadas.

Vocês integram com alarme de incêndio?

Fornecemos os hardwares correlatos, como acionador da bomba 24V.
A integração com a central (convencional ou endereçável) é definida no projeto e executada pela empresa instaladora habilitada.


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Precisa de ajuda para especificar? Envie o memorial e a lista de materiais. Montamos o kit da casa de bombas com motobombas, quadro, pressostato, fluxostato, manômetros, válvulas, tubulação e conexões — com entrega ágil para Belo Horizonte, Grande BH e interior de MG.