Conjunto de motobomba de incêndio: componentes, dimensionamento e boas práticas
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Seu papel é manter a pressurização e a vazão necessárias para o combate a princípios de incêndio, de acordo com as premissas do projeto e das
normas técnicas aplicáveis (por exemplo, NBR 13714 – hidrantes e mangotinhos; NBR 10897 – sprinklers; NBR 17240 – detecção e alarme).
Em obras de Belo Horizonte, Grande BH (Contagem, Betim, Nova Lima) e interior de Minas (Sete Lagoas, Divinópolis, Ipatinga, Juiz de Fora, Uberlândia, Montes Claros),
a especificação correta, o fornecimento ágil e a montagem qualificada impactam diretamente o tempo de aprovação e o AVCB.
A Hidrauaço fornece linha completa para a casa de bombas,
com pressostato,
fluxostato,
manômetro,
quadro para bomba de incêndio e
cilindro de pressão (vaso de expansão),
além de tubulações, válvulas e conexões estruturais do sistema.
Sumário
- Conceito e arranjos típicos
- Componentes do conjunto
- Critérios de dimensionamento e seleção
- Hidráulica do sistema: sucção, recalque e perdas
- Lógica de comando, partida e proteção
- Integração com hidrantes, sprinklers e alarme
- Instalação física e boas práticas de montagem
- Comissionamento, testes e rotina de operação
- Manutenção preventiva e inspeções
- FAQ — dúvidas frequentes
1) Conceito e arranjos típicos
O conjunto de motobomba é, em geral, composto por bomba principal (elétrica ou a diesel),
bomba jockey (de pequena potência, responsável por compensar microvazamentos e manter a linha pressurizada)
e, em projetos críticos, uma bomba de reserva. O acionamento pode ser derivado da queda de pressão (via pressostatos)
ou de eventos de detecção/alarme integrados, conforme estratégia definida no projeto.
Em condomínios, shoppings e instalações industriais em Minas Gerais, são comuns arranjos com jockey + bomba principal elétrica,
com partida estrela-triângulo ou soft-starter.
Em plantas onde a continuidade de serviço é mandatória, utiliza-se bomba principal a diesel como redundância energética.
2) Componentes do conjunto
- Bomba principal (centrífuga): define a vazão e a altura manométrica de projeto.
- Bomba jockey: mantém pressão estável evitando partidas frequentes da principal.
- Pressostatos: disparam partidas por janelas de pressão pré-ajustadas
(ver pressostato). - Fluxostato: monitora circulação e pode atuar em alarmes/intertravamentos
(ver fluxostato). - Manômetros e tomadas de teste (ver manômetro).
- Acumulador/vaso de expansão na linha de recalque/jockey
(ver cilindro de pressão). - Conjunto de válvulas (retenção, gaveta/borboleta, fundo de poço, filtros Y) e registros de manobra:
- Quadro de comando com proteção, indicação e lógica de partida
(ver quadro). - Instrumentação auxiliar e interface com alarme/detecção.
3) Critérios de dimensionamento e seleção
O ponto de operação é definido pela combinação de vazão de projeto (somatório de hidrantes simultâneos e/ou densidade de descarga para sprinklers)
e altura manométrica total (elevação geométrica + perdas distribuídas/localizadas + pressão residual mínima nos dispositivos).
A curva da bomba deve cruzar o ponto de projeto com margem operacional, e o shut-off não pode comprometer a integridade das tubulações.
Em edificações verticais, o desnível geométrico é dominante; em galpões, as perdas por extensão de rede e acessórios tendem a prevalecer.
A jockey deve repor pequenas quedas de pressão, evitando partidas sucessivas da principal. O ajuste de pressostatos precisa manter
uma histerese satisfatória: faixa superior para parada da jockey e inferior para partida da principal, com sobreposição mínima e sem “bombeamento em caça”.
4) Hidráulica do sistema: sucção, recalque e perdas
Na sucção, priorize trechos retos antes da bomba, velocidade moderada e perdas mínimas.
Adoção de foot valve e crivo adequado no reservatório evita retorno e entrada de partículas.
No recalque, dimensione diâmetros com base em limites de velocidade (tipicamente 2–3 m/s) e contabilize perdas em válvulas, conexões e loops.
Materiais usuais de rede incluem tubo galvanizado ABNT NBR 5580
e conexões grooved (ranhurado) ou
rosca galvanizada, conforme o projeto.
5) Lógica de comando, partida e proteção
A automação combina pressostatos (queda de pressão → comando de partida), fluxostatos (detecção de escoamento),
sinalizações/alarme e o quadro de comando que implementa a partida (contatora, estrela-triângulo ou soft-starter), proteção e indicações de falha.
A jockey parte primeiro para recompor pressão. Persistindo a queda, a principal é acionada. Alarmes de falha, falta de fase, sobrecorrente e subtensão devem estar disponíveis no quadro.
Para integração com o sistema de alarme/detecção, podem ser usados módulos/contatos secos ou saídas dedicadas; em sistemas convencionais/endereçáveis,
o acionador da bomba 24V
permite comando manual e sinalização para a central, conforme estratégia definida.
6) Integração com hidrantes, sprinklers e alarme
- Hidrantes: compatibilizar pressão residual e vazão nos esguichos, registros de recalque e válvulas de manobra.
Exemplos de itens correlatos: registro para hidrante (ferro fundido) e
registro para hidrante 45° em latão. - Sprinklers: o conjunto deve garantir a densidade/área de aplicação conforme projeto. A rede ranhurada e as válvulas de governo e alarme
(quando aplicáveis) devem ser compatíveis com a curva de bomba e o reservatório. - Detecção/alarme: integração via contatos e lógica de supervisão melhora o tempo de resposta do sistema e a rastreabilidade de eventos.
7) Instalação física e boas práticas de montagem
- Base e alinhamento: fixar a bomba em base nivelada, com coxins antivibração e alinhamento entre bomba e motor dentro de tolerâncias do fabricante.
- Sucção: trechos retos, acesso ao crivo/foot valve e filtro Y na linha
(ver filtro Y). - Recalque: válvula de retenção seguida de válvula de bloqueio (gaveta/borboleta) e ponto de medição/descarga de teste.
- Materiais: adotar tubo galvanizado e
conexões grooved ou
rosqueadas conforme memorial. - Elétrica: alimentação dedicada, disjuntores/contatores conforme potência, aterramento e sinalizações no
quadro.
8) Comissionamento, testes e rotina de operação
O comissionamento deve validar: sentido de rotação, estanqueidade, leituras de pressão/vazão, atuação de pressostatos e fluxostatos, sequência de partidas,
proteções elétricas, alarmes e o desempenho da jockey. Recomenda-se testar a linha de descarga (ponto de teste) com manômetro,
registrar curvas de pressão x vazão e ajustar parâmetros até o ponto nominal.
Em rotina, executar partidas periódicas (sem carga e com recirculação monitorada), checar níveis de reservatório, ruídos/vibrações anormais,
temperaturas de mancais/motores e integridade de válvulas/assentamentos.
9) Manutenção preventiva e inspeções
- Inspeções semanais: pressão no recalque, estado da jockey, ajuste dos pressostatos, indicadores do quadro.
- Mensal: teste funcional com registro de leituras, conferência de válvulas (abertas/fechadas conforme projeto) e limpeza de filtros.
- Semestral/Anual: aferição de desempenho (pressão/vazão), calibração de instrumentos e revisão elétrica.
- Documentação: manter relatórios de comissionamento, histórico de testes e manutenções para auditorias e AVCB.
Observação: a Hidrauaço é distribuidora de materiais de prevenção e combate a incêndio. Para instalação, ensaios e manutenção,
contrate empresa homologada e atue conforme as exigências do Corpo de Bombeiros de MG e normas aplicáveis.
10) FAQ — Perguntas frequentes
Qual a diferença entre bomba principal e bomba jockey?
A jockey compensa microvazamentos e mantém a pressão estável, evitando partidas frequentes da principal.
A principal atende a vazões elevadas quando há consumo real (hidrantes/sprinklers).
Preciso de bomba a diesel?
Depende do projeto e da criticidade da edificação. Em empreendimentos que exigem alta disponibilidade ou onde a rede elétrica é instável,
adota-se a principal a diesel como redundância energética.
Como ajustar pressostatos e fluxostatos?
Defina a faixa da jockey para pequenas reconstituições de pressão e a faixa da principal alguns metros de coluna d’água abaixo,
garantindo histerese suficiente para evitar partidas em sequência. O fluxostato auxilia no monitoramento de circulação e em intertravamentos.
Quais materiais de rede usar?
Projetos usuais especificam tubo galvanizado NBR 5580,
com conexões grooved ou
rosqueadas, além de válvulas de bloqueio e retenção adequadas.
Vocês integram com alarme de incêndio?
Fornecemos os hardwares correlatos, como acionador da bomba 24V.
A integração com a central (convencional ou endereçável) é definida no projeto e executada pela empresa instaladora habilitada.
Links úteis
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- Fluxostato (chave de fluxo)
- Manômetro
- Quadro para bomba de incêndio
- Cilindro de pressão
- Tubo galvanizado ABNT NBR 5580
- Filtro Y flangeado (ANSI)
- Válvula borboleta tipo wafer
- Válvula de retenção portinhola (ANSI)
- Acionador da bomba 24V
Precisa de ajuda para especificar? Envie o memorial e a lista de materiais. Montamos o kit da casa de bombas com motobombas, quadro, pressostato, fluxostato, manômetros, válvulas, tubulação e conexões — com entrega ágil para Belo Horizonte, Grande BH e interior de MG.














